A babá de todos Noz

Quando éramos crianças, meu irmão e eu tínhamos o privilégio de ter uma babá, a Zefinha.

Ela não era uma babá perfeita, mas se esforçava para manter a gente na linha, cuidava dos horários das refeições, nos acompanhava nos nossos momentos de lazer e também de estudo e descanso, nos dava banho e também algumas lições de moral que, sinceramente, já nem me lembro mais. Já se vão cerca de 25 anos desde então (e olha que não somos nem tão velhos assim…)

Mas só de recordar dessa época, associo ela imediatamente a um filme bem legal que eu vi pela primeira vez lá no início da minha adolescência, e que me apresentou um ator espetacular. Este filme é “Uma Babá Quase Perfeita”.

baba q perfeita

Este filme de 1993 apresenta a história de um casal que se encontra passando por dificuldades no casamento, culminando em sua separação. Mas, a fim de se manter próximo de seus filhos, e também para tentar reatar seu relacionamento com a esposa, o marido se candidata a ser babá de seus próprios filhos, submetendo-se a uma transformação, regada a muita maquiagem e roupas com enchimentos, em uma simpática e prestativa senhorinha que muda a rotina desta família.

A película tem a participação primorosa de Robin Williams, que parece que teve o papel da Sra. Doubtfire criado exclusivamente para ele, pois as tiradas humorísticas e o “timing” dele se encaixam com facilidade ao papel, apesar de haver alguns momentos em que ele se exalta demais na atuação, causando um pouco de “overacting”.

O papel da esposa de Williams, no filme, é feito pela excelente atriz Sally Field, que tem talento de sobra, e vai sempre ser lembrada por mim como a saudosa Noviça Voadora, e também pelo recente papel de Nora Walker, do seriado “Brothers & Sisters” (Vocês podem perguntar: “Caraca, mas e a Tia May do “Espetacular Homem Aranha?”. Não achei ela tão boa quanto a Rosemary Harris neste papel) . A personagem também se integra a ela como uma luva, fazendo-a personalizar de corpo e alma a esposa decepcionada e mãe dedicada.

É uma boa comédia, mas tem muitas cenas estilo “pastelão”, e algumas partes dramáticas, fazendo dele um bom filme para se ver na “Sessão da Tarde”. Ele satisfaz, mas não é possível chamá-lo de “obra prima” do cinema.

Se hoje em dia meu irmão e eu podemos nos considerar cidadãos de bem, também temos muito a agradecer à nossa babá. Espero que ela esteja curtindo a aposentadoria dela.

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Por Marcos Moreira: que acha que ainda precisa de uma babá até hoje…