Ainda Existe Alguma Casa de Show Como Essa?

Por um tempo da minha adolescência estudei música. Tentei tocar violão, guitarra, baixo e bateria. Como todo garoto nessa idade, sonhava em ser um músico famoso. Meu irmão foi mais persistente, ele leva mais jeito do que eu para música. Lembro que ele fez uma apresentação tocando músicas do Metallica em um bar em Jacarepaguá, bairro aqui do Rio de Janeiro. Sinceramente, nunca entendi o porquê do dono do bar deixar bandas de rock se apresentarem lá. Rockeiros definitivamente não são um público que gasta muito. Talvez ele tivesse se inspirado nas histórias de Hilly Kristal.

CBGB – O Berço do Punk Rock (2013) tenta contar a história real da famosa e ao mesmo tempo deprimente casa de show de Nova York. Pelos palcos dela, passaram Ramones, Blondie, The Police, Talking Heads e outras 50.000 bandas (isso mesmo, cinquenta mil bandas).

Hilly Kristal (Alan Rickman, o Professor Snape de Harry Potter e Hans Gruber de Duro de Matar), após abrir falência pela segunda vez, não desiste e desta vez tem a ideia de abrir uma casa de Country e Blues. CBGB são as iniciais para Country, Bluegrass e Blues. Rapidamente percebe que uma nova cena musical está surgindo e as portas de sua casa estão abertas para todos. À sigla inicial é acrescentada OMFUG (other music for uplifiting gormandizers – algo como outras músicas para levantar gulosos).

Kristal não queria ficar rico. Distribuia bebidas e dispensava de ingressos para quem não podia pagar. E se uma das bandas que lançava assinasse com alguma gravadora, não corria atrás para cobrar sua parte.

O filme não tenta nos enganar, deixa muito claro que não é um documentário, é apenas levemente baseado em fatos reais. E se foca muito mais no Rock n Roll, e não aborda tanto os temas Sexo e Drogas. Uma diversão leve pra quem gosta de Punk, ou Rock, ou Reague…. Ou seja, para quem gosta de música.

7 nozes

 Já não existem mais aqui no Rio de Janeiro, casas de show que ajudem bandas iniciantes. Para falar a verdade, já tem tempo que não escuto músicas de bandas novas. Será que o Rock morreu?

Por Fábio Moreira: “Eu quero é rock, menino!”