Barbarella: A primeira heroína?

Com o anúncio de uma recente enxurrada de filmes de super-heróis, uma questão foi levantada para aumentar a eterna disputa entre a DC e a Marvel, as duas maiores editoras de quadrinhos americanos.

Qual seria o primeiro filme de herói, realmente bom, protagonizado por uma personagem feminina? Do lado da DC Comics foi anunciado a Mulher-Maravilha, já a Marvel aposta em uma personagem mais obscura, a Capitã Marvel.

Desastres já aconteceram dos dois lados. Em 1984, tentando ir na onda do sucesso de Superman, foi lançado Supergirl. Seus efeitos especiais eram muito ruins e o roteiro fraquíssimo. E em 2005, no lado da Marvel, foi cometido Elektra, com Jennifer Garner repetindo o papel que havia feito no também esquecível Demolidor, do Ben Affleck.

Mas no longínquo ano de 1968, uma ousada produção franco-italiana marcou a história do cinema como o primeiro filme em que uma heroína dos quadrinhos seria a protagonista. Barbarella, filme de ficção científica estrelada por Jane Fonda, que se tornou um símbolo sexual da época. Posteriormente foi reclassificado como comédia erótica, virando Cult.

A astronavegadora Barbarella é convocada pelo presidente da Terra para capturar o criminoso Duran Duran, que inventou uma perigosa arma destruidora: o Raio Positrônico. Em vários momentos, a estonteante heroína encontra dificuldades em realizar sua missão. Por isso recompensa todos que a ajudam com favores sexuais.

Neste estranho futuro, o sexo é feito com uma pílula e toque de mãos. Mas através de um relacionamento com um selvagem, Barbarella aprende como ter relação sexual da forma tradicional. Passam também pela cama da protagonista um anjo, uma sadomasoquista e uma máquina(?).

Considero a cena inicial, em que Jane Fonda tira sua roupa de astronauta em gravidade zero, o melhor strip-tease que já assisti em um filme. Depois, os cenários mal produzidos e os diálogos pessimamente escritos deixam muito a desejar. Mas vale o sacrifício para acompanhar Barbarella vestindo figurinos cada vez mais provocantes.

6 nozes

Eu devia ter uns dez anos de idade na primeira vez que assisti Barbarella. Foi em algum sábado a tarde, sem ter o que fazer. Não entendi nada do filme, mas alguma coisa, que não sabia direito o que era, me mantinha com os olhos fixados na tela.

Por Fábio Moreira: Que espera ansiosamente por um filme da Poderosa.