Noz acreditamos em magia!

Um belo dia, quando eu ainda era bem criança, minha mãe colocou na cabeça que a música estava no nosso sangue, e tocar algum instrumento nos faria desenvolver a nossa inteligência. Como naquela época a gente não tinha muita noção do que queria, ela comprou um teclado e levou lá pra casa, toda orgulhosa.

Eu nunca fui muito fã de teclado, sempre achei uma alternativa sem emoção ao piano, portanto nunca me senti muito incentivado a tocar. Mas no momento em que coloquei a mão nele, algo dentro de mim rugiu feito um dragão, e naquele momento mesmo, sem nem ter noção de como seria a escala de notas musicais, tirei de ouvido a melodia do “Parabéns pra Você”, e algumas semanas depois, já sabia também a linha de voz de “Hey Jude”, dos Beatles.

Desde então tenho uma guitarra ao meu lado na mesa do escritório, para descontar meu stress e manter acesa a minha chama musical, que surgiu como magia.

Naquele momento, nos meus 11 anos de idade, me senti como Harry Potter.

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A saga de Harry Potter mostra a história de um garoto órfão, que vive com seus familiares em uma pequena vila em Little Whinging, Surrey, próximo a Londres. Estes familiares o tratam como se ele nem existisse, tanto que ele mora no armário embaixo da escada da casa. Os familiares de Harry, sua tia Petúnia, seu Tio Válter e seu primo Duda são céticos absolutos, não tendo a menor dúvida de que magia é uma coisa que não existe, e que os incidentes estranhos ocorridos em algumas ocasiões, envolvendo sempre o pequeno Harry, eram explicáveis de forma lógica e racional.

Até o dia em que Harry recebe, em seu aniversário de 11 anos, uma carta, endereçada a ele com uma exatidão impressionante, e entregue por uma coruja.

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(Sr. H. Potter, O Armário sob as Escadas, Rua dos Alfeneiros 4, Little Whinging, Surrey)

Esta carta o convoca para ser ensinado na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, dizendo que ele tem uma vaga reservada lá desde o dia em que nasceu.

Inicialmente, Harry não acredita na própria sorte, achando que aquilo seria algum tipo de truque, criado por seus tios para que ele tivesse o mínimo de esperança de ser alguém, para que esta pudesse ser esmagada por eles, como um pequeno jogo sádico.

Mas, após ser conduzido a Hogwarts e ciceroneado pelo meio-gigante Rúbeo Hagrid, que trabalha como guardião das chaves e terras da escola de magia, Harry percebe que a convocação não foi um truque, mas um chamado para o seu verdadeiro mundo, que nunca lhe havia sido mostrado.

Um mundo em que a magia é real, os bruxos usam as artes mágicas substituindo a nossa tecnologia, os não conhecedores ou não praticantes da magia são chamados ironicamente de “trouxas”, e Harry Potter é a pessoa mais famosa daquela sociedade, pois foi o único que sobreviveu ao ataque do pior bruxo que já existiu, Voldemort, ou melhor, Você-Sabe-Quem.

A partir daí Harry passa a estudar com afinco na escola de magia e também a participar de muitas aventuras que mostram cada vez mais quem foram seus pais e quem é Lord Voldemort. Toda essa trama, inevitavelmente, vai levar ao embate final entre o bruxo mais famoso do mundo e o pior bruxo que já existiu.

Eu comecei por ler os livros na mesma época em que comecei a praticar o teclado, e a cada novo livro, fazia questão de ler os anteriores, para não esquecer de nenhum detalhe da trama. Posso dizer com certeza que esta saga foi a que mais me influenciou no desenvolvimento do meu gosto pela leitura.

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Até os filmes, que normalmente são adaptações feitas de forma sofrível para qualquer fã de livros, foram bem feitos, e valem a pena ser vistos, apesar de a trama ter sido um pouco cortada, e alguns personagens terem sido esquecidos. Mas eu entendo. São mídias diferentes, portanto cada uma delas tem a sua dinâmica.

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Espero sinceramente que toda criança tenha a oportunidade de ler e ver essa saga. Ela foi um marco em sua época, e se tornou inesquecível para milhões de pessoas pelo mundo

Por Marcos Moreira: que é trouxa mas não é bobo.

  • Bibiana Rabaioli Prestes

    Marcos Moreira, que bom ler esse texto, “música aos meus ouvido”. Eu até podia ter escrito igual, tirando a parte da guitarra, quando comecei a ler HP também tive um teclado e tinha mais ou menos a mesma idade. O interesse pelo teclado não durou muito mas, toquei outros instrumentos, até toquei na banda marcial da escola, e realmente é algo mágico. Como HP, será pra sempre, vou ter 90 anos e vou lembrar de Harry Potter. Sempre bom ler um texto sobre Harry Potter, obrigada.

    • Marcos Vinicius Moreira

      Muito obrigado por abrir seu coração com a gente, Bibiana! Espero que você ainda pratique um pouco da música, seja por algum instrumento, seja pela voz. É uma excelente forma de liberar o stress. E, uma vez HP, sempre HP!

      Abraço. E estamos aí, sempre em guarda!