Noz e o nosso cérebro!

Eu nunca fui muito fã dos estudos. A minha formação acadêmica, até o nível médio, foi levada a trancos e barrancos, porque eu nunca tive muita paciência para ler as matérias escolares, apesar de ser um jovem inteligente e safo, modéstia aparte. Só durante o nível superior é que passei a dar valor aos estudos, principalmente por ver o valor prático deles.

Mas em qualquer momento de estudo, sempre pensei que, se tivesse um pouquinho mais de capacidade mental, seria tudo muito mais fácil, eu teria mais facilidade pra entender o que estava estudando, ou nem teria que estar revisando assuntos antes de cada avaliação. Lembra daquele mito que afirma que a gente só usa 10% do desempenho do nosso cérebro?

Lucy

Pois essa lenda é exatamente a premissa de “Lucy”, filme que acabou de estrear nos cinemas do Brasil, estrelado pela irresistível Scarlett Johansson, que já dominava o fetichismo nerd como a Viúva Negra, nos filmes da Marvel, e pela voz da credibilidade em Hollywood, Morgan Freeman.

Nesta trama, ela é Lucy, uma garota normal como qualquer outra, que é colocada em apuros quando, após ser obrigada a entrar num hotel para entregar uma mala a um cliente, uma tarefa simples e suspeita que, por si só, já aparenta ser arriscada, passa a ser envolvida no tráfico internacional de drogas. Ela é obrigada a carregar, dentro do próprio corpo, uma substância nova, que acidentalmente vaza para seu organismo.

A partir de então, Lucy começa a desenvolver poderes mentais, aumentando em muito sua capacidade cerebral.

Curiosamente, em vez de fazer algo para se aproveitar dos poderes adquiridos, ou para se livrar dos inimigos que passam a persegui-la para pegar de volta a droga que ela carrega consigo, Lucy procura um cientista que está fazendo estudos relacionados ao desenvolvimento natural do cérebro, o Professor Norman (Freeman), a fim de saber o que deveria fazer com o grande conhecimento adquirido como consequência do desenvolvimento mental.

O filme seria muito bom, afinal, uma mulher linda obtendo poderes dignos de um deus mediante o uso de uma nova droga sintética seria o atrativo ideal para qualquer gênero (#girlpower!). Ocorre que o filme se amorna numa trama cheia de tiroteios, perseguições e tensão que nunca existiriam se Lucy realmente colocasse em uso os poderes descomunais que adquiriu. Afinal, se ela passou a ter tanto controle sobre tudo, ela teria controle sobre tudo!

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Quem me dera tivesse todos esses poderes, e um cérebro megadesenvolvido… Pensando bem, deixa quieto. O mundo é um lugar ruim o suficiente sem essa vantagem para o meu lado.

Por Marcos Moreira: Que, mentalista por mentalista, ainda prefere a Jean Grey.