Noz só queremos viver em liberdade

No dia 18 de setembro deste ano (2014, nunca se sabe quando você vai ler este post), aconteceu um referendo na Escócia, para que o próprio povo decidisse se aquele país permaneceria como parte do Reino Unido, que é formado pela própria Escócia, a Inglaterra, o País de Gales e a Irlanda do Norte, ou se a Escócia se tornaria finalmente independente do Reino Unido, formando seu próprio Estado.

O país ficou dividido. A disputa foi acirrada, e ambos os lados tinham muitos argumentos a favor de suas causas, além de pessoas famosas apoiando cada uma delas. No final da apuração, venceu a tese de não separação da Escócia.

Mesmo assim, o referendo mudou a forma como o próprio Estado escocês se via diante do Reino Unido.

E também fez com que a Escócia se recordasse de uma figura mítica na sua história, que deu a vida na luta pela independência, na virada do século XIII para o século XIV: William Wallace, personagem principal do filme Coração Valente, de 1995.

Dirigido e estrelado por Mel Gibson, este filme conta a história da vida de William Wallace, desde a infância até sua morte, pena aplicada por ordem do rei da Inglaterra, para que servisse de exemplo a quem tentasse se opor à potência inglesa da época. Mostra também a dedicação de Wallace à causa da independência da Escócia, cujo território estava sendo conquistado, por meio da guerra, pelos exércitos do império inglês.

Cheio de cenas emocionantes e demonstrações chocantes das táticas de guerra da época, este filme não retrata a realidade dos fatos, pois a história de Wallace é distorcida, com o fim de se tornar mais emocionante e cativar mais o público. Todavia, o filme mostra, de certa forma, um pouco da história do Reino Unido, o que não deixa de ser interessante, do ponto de vista acadêmico.

O filme foi agraciado com cinco prêmios Oscar, em 1996, além de outras premiações, o que demonstra que, além de emocionante, é muito bom. E Mel Gibson está em um dos papéis mais marcantes de sua carreira.

8,5 nozes

É de uma pessoa assim que o nosso país estava precisando, para tirar o povo de seu “status quo”.

Por Marcos Moreira: que nunca acreditou na independência do Brasil.