O Doutor de todos Noz

Meus pais são médicos, o que me deu uma proximidade muito esclarecedora sobre o estudo da medicina, assim como da realidade dos hospitais em que trabalham. Apesar de todos os percalços por que eles têm que passar para exercer o ofício deles, o fazem com muito orgulho, pois se esforçaram muito para chegar onde estão.

O trabalho deles, obviamente, tem muito contato humano, e meu pai e minha mãe sempre me disseram que um paciente feliz é aquele que, além de ter seu tratamento efetuado com sucesso, é bem tratado pelo médico, que lhe dá a atenção necessária e a dedicação devida ao seu problema. Isso sempre fez com que eles fossem bem vistos em seus locais de trabalho, tanto por seus colegas quanto pelos pacientes.

Mas sempre existe a ovelha negra, em qualquer lugar ou profissão, a exceção que faz com que a regra seja comprovada. E neste caso, a exceção é o Dr. Gregory House.


Esse seriado, que foi exibido originalmente de 2004 a 2012, composto de oito temporadas, conta a história de um médico antissocial, egoísta, narcisista, manipulador e viciado em analgésicos, que se especializa em “medicina de diagnóstico diferencial”, usando seu intelecto muito superior e sua imaginação totalmente fora do normal para desvendar casos médicos excepcionais.

House (Hugh Laurie) não se importa em tratar pacientes. Aliás, ele sequer se preocupa em lidar com os pacientes. Para ele, o desafio está em resolver os enigmas de doenças que confrontam sua inteligência peculiar.

Acompanhando este personagem espetacular, está o seu “braço direito”, Dr. James Wilson (Robert Sean Leonard, de Sociedade dos Poetas Mortos), oncologista, que é o melhor amigo de House, e que também atua como “consciência” dele, auxiliando-o a obter novas hipóteses que ajudem a desvendar as doenças de seus pacientes.

Também há a diretora do hospital em que House trabalha, Dra. Lisa Cuddy (Lisa Edelstein), que só não o demite porque confessa que não tem como se desfazer de um médico renomado, que atrai casos tão especiais ao Princeton Plainsboro Teaching Hospital, onde toda a trama acontece.

Além desses, House tem o auxílio de sua equipe, inicialmente formada pelos doutores Eric Foreman (Omar Epps), Robert Chase (Jesse Spencer) e Allison Cameron (Jennifer Morrison), mas que vai mudando ao longo das temporadas.

Entre mistérios, brincadeiras, brigas, conflitos, amores e doses cavalares de Vicodin, “House” é uma série que conquistou vários prêmios e que até hoje recebe muitos elogios tanto da crítica especializada quanto dos espectadores. Para mim, uma das melhores séries da atualidade.

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Ainda bem que papai e mamãe foram meus melhores exemplos de médicos eficientes e dedicados, pois além de serem bons pais, ainda me davam a vantagem de não precisar sair de casa para ser cuidado quando passava mal. Apesar de eu nunca ter sido um bom paciente…

Por Marcos Moreira: que tem pânico de agulhas!