O sabre que enterra nozes

Quando criança, passei alguns verões na casa dos meus avós. Gostava muito porque ficava os dias inteiros brincando com meus primos. À noite, jogávamos “War” – um interminável jogo de tabuleiro – ou víamos TV. Certa nos juntamos para ver “Cemitério Maldito”. Acho que foi o primeiro filme de terror que tentei ver.

 Cemitério Maldito

Assisti só até a metade, dei a desculpa de que estava com sono e fui para o quarto tentar dormir. Óbvio que não consegui, porque estava muito impressionado com a história. Quando terminou o filme e meus primos vieram para o quarto, fingi estar dormindo para não ser zoado. Foi uma noite muito mal dormida.

Cemitério Maldito (Pet Sematary – 1989) é baseado no livro “O Cemitério” de Stephen King. Neste filme, acompanhamos a chegada da família Creed em sua nova casa, em uma pequena cidade. O pai é médico e irá trabalhar no hospital da Universidade.

A casa fica de frente para uma rodovia pela qual passam, a toda hora, caminhões de combustível. Nos fundos existe um antigo cemitério de animais que, em sua maioria, foram atropelados por estes caminhões.

Dá pra sacar de cara o que vai acontecer! Quem em sã consciência vai comprar uma casa na beira de uma estrada, tendo uma criança pequena que está começando a andar. Coloquem pelo menos uma cerca ou grade em volta da casa!

Além disso, tem uma empregada com doença terminal e um antigo drama familiar mal resolvido. O óbvio acidente acontece. Todos ficam chocados. E um vizinho apresenta ao médico uma opção, um antigo cemitério indígena. Nele, quem for enterrado, retorna. Foi nessa hora que parei de ver. Só fui tentar revê-lo muito tempo depois.

Achei impressionante como o filme continua assustador. E pra fechar com chave de ouro, durante os créditos toca “Pet Sematary” dos Ramones. Essa foi uma das primeiras músicas que eu aprendi a tocar. Mas isso é assunto pra outro post…

 8,5 nozes

8,5 nozes

Por Fábio Moreira: Que não quer ser enterrado em um cemitério de animais, pois não quer viver sua vida novamente.