Sobre o tempo em que o rush da Formula 1 corria em nossas veias…

O dia primeiro de maio de 1994 foi um Domingo. E nessa época, domingo de manhã era o momento de assistir às corridas de Fórmula 1. Eu estava deitado na cama da minha mãe vendo TV. Esta foi a última corrida do piloto brasileiro Ayrton Senna.

No momento da batida, minha mãe ficou muito assustada e eu, para tentar tranquiliza-la, falei que não foi tão grave. Que com certeza havia sido apenas um susto. Eu estava errado, e todos sabemos como essa história termina.

Rush – No Limite da Emoção” conta a história real da disputa entre dois pilotos bem diferentes um do outro. Niki Lauda é centrado e metódico e James Hunt já é agressivo e mulherengo. A rivalidade entre os dois se inicia nas categorias de base. Quando chegam na categoria principal do automobilismo, já são adversários declarados.

Lauda é feito por Daniel Bruhl, que foi o soldado Fredrik Zoller, personagem que tem sua saga retratada em um filme dentro do filme “Bastardos Inglórios”. E Hunt é o Chris Hemsworth, o Deus do Trovão, Thor, o Vingador da Marvel. Como se trata do circo da Fórmula 1, várias modelos desfilam pela história.

Na época retratada, era comum ocorrer acidentes gravíssimos durante as corridas. Em alguns momentos, Nick fala que as chances de algo sair errado são de 20% (1 em 5). Se até hoje, com toda a tecnologia empregada nos carros, participar de uma corrida parece ser coisa de maluco, imagina como deveria ser naquele tempo.

As cenas das corridas são mostradas de maneira muito empolgante. Imagens com baixa qualidade são utilizadas para deixar os anos 70 ambientado.

Para quem gosta de corridas é um filme obrigatório. Para quem não gosta é recomendadíssimo.

9 nozes

Depois do acidente do Senna, nunca mais assisti uma corrida de Fórmula 1 inteira. Sempre que penso em corridas de carro me vêm na memória os sentimentos passados naquele fatídico feriado do Dia do Trabalho.

Por Fábio Moreira: que não se acha piloto e sim motorista.